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XXXV

Fevereiro 27, 2007

Os dois almoçavam numa tasca qualquer da cidade. Felizmente o Natal já passou! Finalmente voltavam à realidade, à relação e à discussão das decisões que teriam que tomar. O tempo do faz de conta acabara. Então já não há dúvidas! – dizia ele. Nunca tive dúvidas, mas agora é insuportável esperar mais. Ela falava baixo, olhava baixo. Um miúdo de dois ou três anos começou a chorar. Sorriram, derrotados. A João já marcou a consulta. Parece que a senhora é boa médica e, vê a ironia, tem consultório numa clínica de “reprodução assistida”. E depois ele disse: Eu levo-te lá, não te preocupes com nada! Não respondeu. Apesar da sua muito boa vontade, sincera, ela teve a certeza que depois do pesadelo acabar, não queria voltar a vê-lo.

Qual foi o erro dele? Os anos não tinham enfraquecido o sentimento. O que é que ele fez ou não fez, disse ou não disse, que não pudesse ser perdoado?

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