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XXV

Janeiro 17, 2007

Procurei fora de mim o amor que me devia… nunca o encontrei… Procurei-o no corpo de todas as mulheres, no rosto de cada filho, no gozo da heroína… procurei-o nos homens com quem dormi.

“Nunca amaste ninguém porque o amor parte de dentro. Apenas te distraíste.” Deve ser verdade, I.!

Numa daquelas noite com Ele, disse-me que o verdadeiro amor tinha um poder incontrolável e que eu nunca abandonaria a minha vida por amor, como ele fizera… Claro que não! Para quê comprometermo-nos com alguém se basta aprender a dizer, em várias línguas, “voulez-vous coucher avec moi”? Tive pena de não o ter aprendido em serrano, para evitar aquele jogo de rato que quer ser comido por um gato na dieta…

Houve aquela noite em que quis ser assediado por I., para deixar de lhe resistir, podendo alegar depois que o corpo não tem consciência! Ele ficou quieto, acho que para não ser negado como das outras vezes! Merda! Eu queria-o e Ele ficou parado de cegueira, sentindo-se indigno de quem o desejava… Devia ter-lhe falado na língua que ele aprendeu na serra, com as cabras e os cães com cio!

A experiência de outros princípios em O livro dos bons princípios. O que há de comum entre O afinador de sinos, Divas e Contrabaixos e esta saturação?

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